As
mulheres estão dominando cada vez mais o cenário empreendedor no mundo. É um
negócio que está crescendo cada vez mais e na Baixda Santista não é diferente
No século XX, o
empreendedorismo feminino teve como percussoras nomes como coco chanel e amelia
earthart. Atualmente, o cenário está mudando, e as mulheres têm se tornado mais
prevalentes no ramo empreendedor.
Segundo dados do sebrae (serviço brasileiro
de apoio às micro e pequenas empresas) de santos, 32% das micro e pequenas
empresas brasileiras são lideradas por mulheres. Esse número equivale a quase
oito milhões de empreendedoras no país.
Na baixada
santista, as mulheres dominam o mercado: 52% das microempresas são lideradas
por elas. Por isso, convidamos quatro mulheres de diferentes negócios, em
diferentes estágios de desenvolvimento, para abrir a porta de seus
estabelecimentos e nos contar suas trajetórias.

Conhecida como mari marques e dona de um estúdio que
leva seu nome, mariângela marques, 36 anos, é professora de pilates. Formada em
educação física pela fefis, ela conta que sempre se interessou mais pela saúde
do que pela área fitness, mas nunca havia encontrado algo que realmente a
representasse. Foi quando começou a fazer cursos especializados, estágio na
área e se encontrou no pilates. “Depois de uma crise financeira
resolvi abrir meu negócio. Comecei com um lugar pequeno e alugado e foi
acontecendo”, conta.
Hoje, com um ano na atividade,
mari marques tem 60 alunos e se diz satisfeita com o número pelo pouco tempo do
empreendimento. Mas ela não vai parar por aí, deseja ampliar ainda mais seu
espaço e aumentar a quantidade de alunos.
Para montar seu
estúdio, mari decidiu se qualificar no empreendedorismo e fez cursos no
sebrae, que são gratuitos e dão certificado. Ela também está se aperfeiçoando
no pilates e cursa a segunda
pós-graduação na área.
Com a crise batendo à porta, a
empreendedora tenta inovar para que seu negócio não pare de crescer. “é preciso
buscar alternativas, então fiz convênios com duas empresas, cujos funcionários
têm direito a desconto. Também coloco anúncio em jornais locais, faço
propaganda na internet, promoções, pacotes e assim por diante. Vou testando”
conta.

Adriana vieira tinha 20 anos
quando conheceu a yoga. Estava na
faculdade de jornalismo, fez uma entrevista sobre o assunto e, no momento em
que entrou na aula de yoga, se apaixonou. Após muito estudo, se tornou doula e
resolveu montar seu espaço e fazer da orientação e assistência a gestantes o
seu ganha-pão.
Há seis anos fundou o namaskar
yoga, um centro dedicado a gestantes e casais. Para
esse trabalho, conta com a ajuda de outras doulas e fisioterapeutas. Antes de
criar seu espaço e ser uma profissional conhecida na região, adriana tinha um
grande interesse pela yoga e resolveu estudar sua cultura e a associação dessa
prática com temas como gravidez e parto.
Viajou para índia, holanda, inglaterra, rodou o mundo em busca de conhecimento.
“nunca consegui ficar parada, sempre tive
que estudar ”, conta adriana.
Em 2006 começou a trabalhar como
doula. “é uma profissional que, acompanhada de um médico ou de uma parteira,
prepara os casais para terem uma gestação saudável e para que eles tenham liberdade nas escolhas” explica adriana.
Atualmente, os preços cobrados
pelas profissionais variam dependendo do tipo de aconselhamento à gestante, e
também da experiência e formação que a profissional tem. Para cobrar, elas
combinam com o casal o tempo que eles vão precisar de sua assistência. O pacote
custa, em média, entre R$ 800 a R$1500 por gestação.

Há um ano
larissa cavalcante criou a papelaria artesanal skets. É uma loja online que
vende variados cadernos artesanais. O site para comprar os produtos está em
construção, mas isso não é problema, pois a loja funciona no instagram com o
usuário @lojaskets. Todas as encomendas são feitas por email ou whatsapp.
“O instagram me ajudou muito. Por
causa dele já consegui clientes no rio e em minas, lugares que eu nunca imaginaria
vender”.
Os preços variam de acordo com o
modelo. Os personalizados que levam um desenho feito por ela na capa, vão de r$
70 a r$ 100. É um trabalho bem personalizado, então os preços variam se são
estampados ou lisos, maiores ou menores e qual o tipo de papel usado.
Todos os produtos da loja têm o
design pensado por ela e são feitos artesanalmente. Ela passa o dia costurando,
desenhando e estudando, em busca de inspiração. “eu aprendo muito, sempre busco
vídeos na internet para aperfeiçoar meu trabalho”.
Hoje, seu
maior sustento é a skets, mas ela também trabalha como freelancer, fazendo
artes para sites. No começo, para se organizar, ela ia atrás de plataformas na
internet para conseguir administrar seu dinheiro. “essa parte burocrática é bem
complicada, mas com o tempo você vai aprendendo”.
Larissa já tem vários planos para
o futuro. Tem ideias de novos produtos e novos projetos, sempre envolvendo sua
grande paixão e talento: a arte.
Sua maior dica para as moças que
querem ter seu próprio negócio é ter disciplina e se inspirar muito. “use todas
as redes sociais que você puder, pesquise. Referência é ótimo ,pois para você
inovar tem que estar ciente do que as pessoas já fizeram. Tem que correr
atrás”.

Ludmilla rossi, antes
mesmo dos 20 anos de idade, já tinha aberto a mkt virtual, uma empresa
que administra as redes sociais de grandes nomes como pampili, rei do mate,
kascão, instituto natura, entre outros. Com uma equipe de 50 pessoas, ludmilla
comanda todo o setor criativo da empresa.
“quando fundei a mkt virtual, foi tudo muito rápido, justamente na
velocidade do crescimento da internet”, conta a empresária.
Na época em que ela resolveu se
aventurar, a internet havia acabado de chegar ao brasil. Buscar clientes e se
posicionar no mercado com pouco dinheiro e trabalhar num ritmo incessante, eram
as principais dificuldades para a jovem empresária.
Ludmilla acredita que hoje a consciência das pessoas é maior em relação aos negócios criados e geridos por
mulheres. Porém, ela já ouviu coisas absurdas ao longo de sua carreira. “em uma
entrevista de emprego onde eu era a entrevistadora, o candidato ficou abismado
ao saber que, além de empreendedora, eu era designer. E soltou a frase: achei
legal saber que uma mulher faz isso”.
Para inovar
e manter tudo funcionando apesar da crise econômica, ludmilla diz que
reinvenção e aumento de eficiência são o segredo. “o primeiro passo não é
demitir, mas avaliar, treinar os funcionários para uma nova atitude”, comenta a
designer. Segundo ela, você tem que olhar para as dificuldades e saber se
reinventar.
Estudar também faz parte do processo para elevar um empreendimento, segundo a
empresária. “por não ser formada, sempre busquei muitos cursos e com a maior
amplitude possível”, explica ela.
Já para quem deseja abrir sua própria empresa, ludmilla aconselha fugir da
linha de mediocridade e se especializar. Ser tolerante é outro ponto
primordial. “muitas pessoas podem ensinar algo a você que irá mudar a sua vida.
Aproveite a teoria dos cinco – você se torna uma mistura das cinco pessoas com
as quais mais convive”, sugere.
Tenha
coragem para formar sua opinião, receita a empresária, que ainda finaliza com
uma frase de efeito de coco chanel: “o mais corajoso dos atos ainda é pensar
com a própria cabeça.”