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Jogando com Alegria gera incentivo por meio do futebol


O projeto investe na paixão nacional que é o futebol para tirar crianças do mau caminho

O papo inicial leva para uma longa conversa, mas logo em seguida o início de um treinamento muito especial: é assim que o construtor civil Gladston Santos Meneses, 41, desenvolve o projeto de futebol “Jogando com Alegria” voltado a crianças e adolescentes do bairro Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá.

O projeto existe há quatro anos e atende gratuitamente cerca de 150 jovens carentes. Gladston viu a oportunidade de arrancar sorrisos e, principalmente, tirar os jovens das ruas a partir de sua paixão pelo futebol. O construtor civil reuniu amigos e vizinhos para ajudarem a bancar a aquisição de material esportivo e outras despesas da escolinha. A receptividade foi imediata. “Logo na primeira semana já percebemos que seria um grande sucesso no bairro por conta da procura de famílias me ligando.”

A idade dos jogadores varia entre 6 e 18 anos, divididos por categorias, e o treino tem duas horas de duração em turmas da manhã e tarde. Gladston vê com bons olhos atrair tantas pessoas para os treinamentos. “Gosto de ver essa ‘molecada’ jogando e treinando”. Mesmo  quando há um número menor de alunos isso não o desanima. “Um treino com 50, 60 crianças já é o suficiente para eu me animar e dar continuidade no projeto”, comenta Gladston.

O ex-goleiro Vinícius Moura, 27, que tem passagens por equipes de Portugal, é um dos conselheiros do projeto e ressalta a transformação ocorrida entre os jovens que participam da escolinha. “Eles têm mudado os hábitos, o modo de agir. Também fazem a diferença dentro do projeto e no bairro que residem.” Mas nem tudo é positivo no “Jogando com Alegria”. O conselheiro admite que há necessidade de material, mas nem sempre as parcerias existentes são suficientes.

Por isso, Moura frisa a importância de a comunidade contribuir com o projeto com doação de material esportivo ou qualquer outra colaboração. Os interessados podem entrar em contato pelo e.mail: gladstonmeneses@hotmail.com.

Texto: Daniel Faria
Foto: Divulgação 

Por que o futebol das mulheres difere tanto dos homens?

Características fisiológicas e aspectos físicos devem ser levados em conta quando se compara o estilo e a técnica de cada dentro de campo

O futebol é um esporte que requer de tudo um pouco, de estratégia e concentração à força física. Porém, o eterno debate sobre o futebol feminino se igualar ao masculino, envolve também aspectos como preconceito e um trabalho muscular e de condicionamento diferenciado.

Segundo o preparador físico Sérgio Peres, a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue do corpo masculino é bem superior ao feminino. "Essas células são as responsáveis por transportar oxigênio aos músculos, e um homem tem um número maior de glóbulos no organismo".

A produção de testosterona é outra razão que difere nos dois organismos. Um número maior de síntese de proteínas, produzida por esse hormônio anabolizante, oferece uma massa muscular maior aos homens.

De acordo com estudiosos da área, mesmo que as mulheres avancem na parte física com o passar dos anos, os homens também estarão evoluindo. Ou seja, não haverá um momento em que ambos terão fisiologia compatível.

Para o preparador físico, é preciso também associar as diferenças fisiológicas às variáveis físicas do jogo, como força, velocidade, resistência e potência das mulheres. "A flexibilidade das mulheres, por exemplo, é maior do que dos homens. Assim, elas têm maior amplitude articular".

Adaptações no campo já foram sugeridas para uma melhor prática do futebol feminino, porém o estudo não encontrou acolhida na Federação Internacional de Futebol (FIFA). A instituição alega que, caso a modalidade feminina, que já enfrenta inúmeras adversidades, precisasse de locais específicos para jogos, a prática do esporte poderia custar mais caro e, com isso, pouco interesse dos investidores.

Portanto, as jogadoras devem potencializar seus pontos fortes, sem pensar na questão de comparação técnica. A semelhança entre os sexos no esporte deve vir em forma de respeito. "Uma coisa é clara: na questão fisiológica, nunca vai existir essa igualdade entre homem e mulher, por esses e outros motivos", conclui Peres.

A opinião é compartilhada pela ex-atleta Alline Calandrini, que chama atenção para uma diferença irremediável entre homens e mulheres: a menstruação, segundo ela, um dos períodos mais complicados para as jogadoras. Além dos nervos mais aflorados pela tensão pré-menstrual, elas sofrem também com as dores internas e o incômodo desses dias. "Eu me machuquei três vezes e lembro que, em todas, estava menstruada. Os fatores hormonais nos atrapalham sim fisicamente".


Porém, Alline afirma que raramente isso é um motivo que tira as atletas do treino. "Esse é o perfil do futebol feminino, a garra. Mas é claro que se alguém estiver em um dia muito ruim, o técnico entende". Por isso, a ex-atleta acredita que o comandante da equipe tem de ser compreensivo e não deve comparar a preparação das mulheres com a dos homens.

Texto e Foto: Beatriz Monteiro 

Números explicam bom rendimento do Santos FC na temporada

Que o Santos FC é o clube com melhor aproveitamento (63,79%) e menos derrotas (12) entre os clubes brasileiros na temporada 2016, todos já sabem. Justamente em função disso, o centro de inteligência e analise de desempenho do clube buscou outros números que exemplificam a regularidade e o bom desempenho do Peixe no ano.

Foto: Ivan Storti / Santos FC
Passe é o fundamento mais trabalhado por Dorival Júnior
A equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior é a melhor, ou está entre as quatro melhores equipes em oito aspectos analisados pelos profissionais da comissão técnica do Peixe, com base no Instat Football, software utilizado pelo clube para medir o desempenho dos atletas e do time, como um todo, no Campeonato Brasileiro deste ano. Nos quesitos posse de bola, tempo de troca de passes em uma ação ofensiva e passes para finalizações, o Peixe lidera.

No fundamento do passe, o Santos tem o melhor aproveitamento, ao lado do Corinthians. É o terceiro colocado nas disputas de bolas aéreas. Tem também a quarta colocação nas disputas corporais e na quantidade de gols marcados em jogadas de bola parada, além de ser a segunda equipe que menos sofreu tentos dessa forma. “É uma evolução muito grande. No inicio, buscávamos isso, uma melhora no aproveitamento dos passes, que consequentemente aumentaria a nossa posse de bola e alinhando tudo isso com uma chegada forte no gol do adversário. Todos os trabalhos, desde a pré-temporada foram voltados para isso. No ano passado, tínhamos 75% de aproveitamento no passe, hoje, temos 85%”, destaca o auxiliar técnico, Lucas Silvestre.

No aspecto individual, o Peixe também tem destaques. Victor Ferraz, com 1.549 e Renato, com 1.547 passes certos, estão entre os três jogadores com maior número e melhor aproveitamento de passes no Brasileirão. Já Lucas Lima é o atleta que mais deixa os companheiros em condição de concluir. Até o momento, foram 55 passes para finalizações.

O comandante Dorival Júnior, que está no clube há um ano e três meses, credita esse bom desempenho ao tempo de trabalho à frente do time: “Tudo é uma sequência de trabalho. Só agora você começa a ter uma ideia do quanto evoluímos, e o quanto ainda precisamos evoluir. Conseguimos detectar todos os problemas e iniciar um processo de recuperação, com soluções. O Santos FC está caminhando, se preparando para alcançar resultados ainda melhores do que os obtidos até o momento, que já considero bom. Com o surgimento de novos jogadores, crescimento do grupo como um todo, mostramos amadurecimento e regularidade dentro da temporada”, disse o treinador.


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